O volume financeiro das fusões e aquisições no mercado brasileiro somou R$ 116 bilhões nos seis primeiros meses de 2019, caracterizando um crescimento de 4,8% em comparação ao mesmo período do ano anterior. De acordo com dados da Transactional Track Record (TTR), de janeiro a junho foram registradas 551 operações.

 

Nesse período, o setor mais ativo foi o de Tecnologia, em linha com a tendência que vem ocorrendo desde 2014. No ano, foram 136 operações, alta de 11% sobre o mesmo período do ano anterior. O crescimento dos investimentos no setor aconteceu mesmo com a diminuição de 7,7% nas aquisições estrangeiras nos segmentos de Tecnologia e Internet.

 

Por sua vez, o setor Financeiro e Seguros, com 61 transações, apresentou retração de 3%, enquanto Distribuição e Varejo caiu 5%, com 52 operações, mesmo número registrado no segmento Imobiliário, mas que vem na direção contrário, com crescimento de 21% no total de negócios anunciados.

 

Investimento estrangeiro

 

No âmbito das operações estrangeiras em empresas brasileiras, foram contabilizadas 126 fusões e aquisições no semestre, com um total agregado de R$ 60,2 bilhões em investimentos. Os Estados Unidos seguem como o país que mais realiza aportes no mercado brasileiro, apesar de uma queda de 25% no número de operações. As 47 operações envolvendo empresas norte-americanas comprando no mercado nacional somam, desde o início do ano, R$ 7,9 bilhões. Destas, 16 transações tiveram como alvo companhias do segmento de Tecnologia.

 

Na segunda colocação, em número de operações, aparecem os investimentos realizados por empresas canadenses, que totalizam mais de R$ 36,7 bilhões em 12 deals. As empresas de origem francesa fecharam 11 negócios no país, enquanto os japoneses anunciaram dez operações.

 

Fusões e aquisições brasileiras no exterior

 

Em linha inversa, as compras brasileiras no exterior também tiveram como alvo prioritário aquisições de empresas nos Estados Unidos – 25 transações que movimentaram aproximadamente R$ 4 bilhões. Outros destinos do investimento brasileiro foram, com três operações cada, Portugal, onde as aquisições somaram R$ 361 milhões, e a vizinha Argentina, com um total investido de R$ 91 milhões.

 

Transação destaque

 

A venda de 90% da participação da Petrobras na Transportadora Associada de Gás (TAG) para o grupo formado pela francesa Engie e pelo fundo canadense de pensão Caisse de Dépôt et Placement du Québec (CDPQ) foi eleita pelo TTR como a transação de destaque no trimestre. O valuation da transação foi de R$ 33,5 bilhões.

 

A TAG é uma transportadora de gás natural brasileira, contando com infraestrutura de gasodutos com aproximadamente 4.500 km, que se estende por todo o litoral das Regiões Sudeste e Nordeste, tendo também um trecho ligando Urucu a Manaus, no estado do Amazonas. A malha conta ainda com 12 instalações de compressão de gás (6 próprias e 6 subcontratadas) e 91 pontos de entrega.

 

A Petrobras recebeu assessoria na operação do Banco Santander e do escritório jurídico Machado, Meyer, Sendacz e Opice Advogados. O Citi Bank foi o assessor financeiro escolhido pelas partes compradoras. As sociedades Jones Day, Schmidt, Valois, Miranda, Ferreira & Agel Advogados e BMA – Barbosa Müssnich Aragão foram, respectivamente, os consultores legais e de compliance da Engie. Tauil & Chequer Advogados Associado a Mayer Brown representou o fundo canadense CDPQ.

 

Fonte: Transactional Track Record (TTR)

 


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