O termo fusões e aquisições advém do seu análogo em inglês “mergers and acquisitions”, muitas vezes abreviado pelas suas inicias M&A – em bom português, emenei. O seu significado remete a um conjunto de operações empresariais que lidam com a compra ou composições de empresas. Estas operações permitem que as empresas sejam vendidas, compradas e concentradas.

 

O que é um M&A?

 

Fusões de empresas

 

Diferentemente contrário da aquisição, a fusão é uma técnica de reorganização empresarial, caracterizada pela união de duas ou mais empresas em uma nova. Como o próprio nome já diz, as fusões têm o objetivo de fundir ou combinar as empresas.

 

Com a ocorrência de uma fusão ocorre o desaparecimento das empresas que se fundiram, dando lugar a uma só e fazendo surgir uma outra sociedade, que assume as obrigações das anteriores.

 

Existem alguns casos conhecidos de fusão no Brasil como a da Sadia com a Perdigão, que deu origem à Brasil Foods (BRF), da Azul e Trip que formaram o grupo Azul Trip, e do Itaú e Unibanco, que se juntaram para formar o Itaú Unibanco. O caso mais recente é das empresas educacionais Kroton e Estácio, que ainda estão em processo de fusão.

 

Aquisições de empresas

 

Ao contrário da fusão, na aquisição ocorre a compra de uma empresa por outra. Nesse caso, isso significa necessariamente que uma das empresas permanece, mas não significa que a outra acabará. Ela pode ou não permanecer, mas sob nova direção.

 

No contexto de fusões e aquisições, a aquisição normalmente visa o controle da empresa comprada e pode ocorrer de maneira total, com toda a empresa sendo vendida, ou parcial, sendo vendida somente parte da empresa.

 

Existem muitos exemplos de compra de empresa no Brasil, já que essa é uma operação cada vez mais comum. Um dos exemplos é a compra do banco HSBC pelo Bradesco. Outro caso que ficou famoso é o do grupo J&F, que já efetuou dezenas de aquisições como a Havaianas, Vigor, Canal Rural, dentre outras.

 

Fusões e aquisições no mercado brasileiro

 

O mercado de compra e venda de empresas brasileiro é um setor em constante desenvolvimento. As operações de compra e venda de empresas ocorrem com bastante frequência entre as grandes corporações, mas ainda está ganhando espaço entre as micro e pequenas empresas.

 

De acordo com o relatório Transactional Track Record, em agosto de 2017 foram realizadas 79 transações de grande vulto no período, representando um crescimento de 22,87% em relação ao mesmo período do ano anterior.

 

De acordo com o meuBiZ, especializado em compra e venda de empresas , a melhoria do cenário econômico tem elevado a disposição de investidores nesse tipo de operação. As corporações e os investidores têm compreendido que o momento mais sensível da economia brasileira já passou e que a estabilidade está próxima.

As operações de compra e venda de empresas já ocorrem com certa frequência entre grandes corporações, mas tem ganhado espaço também entre os pequenos e médios negócios. Em países desenvolvidos, como os Estados Unidos, a prestação de serviços de fusões e aquisições se assemelha ao mercado de imóveis, com milhares de transações realizadas todo ano. Ou seja, a compra e venda de empresas já é incorporada às transações comerciais do dia a dia.

 

Essas tendências colocam à tona oportunidades de negócio para compradores, vendedores de pequenas empresas e consultores que atuam na área. Apesar do crescimento já percebido, o segmento ainda tem muito espaço para avançar, pois muitos empresários que desconheciam essa alternativa estão a colocar suas empresas à venda.

 

Atualmente, é possível dividir o mercado de compra e venda de empresas em quatro nichos distintos: de grandes corporações, empresas médias, pequenos negócios e micro empresas. Quanto maiores os negócios, maior o vulto financeiro envolvido e mais profissionalizado é o mercado. Nesse sentido, a profissionalização da venda de micro e pequenas e de ponto comercial no Brasil ainda é um desafio a ser buscado.

 

M&A de grandes empresas

 

O primeiro deles é formado justamente pelas grandes empresas citadas anteriormente. Nesse segmento, as transações ocorrem por meio de grandes valores, que ultrapassam os bilhões de reais. E as operações são geralmente intermediadas por grandes bancos de investimentos.

 

Fusão e aquisição de médias empresas

 

O segundo nicho é formado pelas médias empresas, também em pequena quantidade, mas que possuem valores expressivos, que chegam a centenas de milhões de reais por operação. Nesse nicho, as fusões e aquisições são geralmente intermediadas por grandes assessorias e, até mesmo, por escritórios de advocacia especializados.

 

Fusões e aquisições de pequenas empresas

 

O terceiro grupo é o de pequenas empresas, cujas operações podem chegar a alguns milhões de reais. Esse nicho é maior que os dois anteriores em quantidade de empresas, cuja venda é geralmente coordenada por assessorias especializadas em compra e venda de negócios.

Fusões e aquisições de micro empresas

 

O quarto nicho, maior deles no número de empresas, é formado por mais 20 milhões de micro e pequenas empresas. Nesse segmento, a compra e venda de empresas ocorre, muitas vezes, sem apoio de assessorias, de forma autônoma. A venda de uma empresa nesse nicho varia entre alguns milhares e alguns poucos milhões de reais.

 

Essas são as operações que ocorrem diariamente, por meio da venda de uma pequena loja, restaurante, padaria e, até mesmo, por meio da venda de um ponto comercial. Nesse quarto nicho, os empresários são aqueles que coordenam a venda de sua empresa.

 

Para esses casos, os pequenos empresários podem contar com o meuBiZ, maior empresa de compra e venda de micro e pequenas empresas do Brasil. O meuBiZ atua no quarto nicho apresentado, atendendo aos empreendedores que buscam vender suas empresas de forma rápida e simples.

 

Vantagens de comprar e vender empresas

 

A venda de uma empresa pode possibilitar inúmeras vantagens para seus empresários, dentre elas a possibilidade de mudar de ramo, de cidade, ate mesmo, se aposentar. Assim, é cada vez maior a busca dos empresários por essa alternativa. No primeiro semestre de 2017 foi reportado um aumento de mais de 300% na procura por comprar e vender negócios, em comparação com o mesmo período do ano anterior.

 

A grande vantagem das fusões e aquisições pode ser resumida em uma pequena regra matemática: 1 + 1 > 2. Em outras palavras, quando duas ou mais empresas decidem fundir-se ou serem adquiridas, a empresa que se forma é maior que a soma delas. As principais vantagens são:

 

Redução de custos e ganho de escala

 

Com uma fusão ou aquisição, geralmente ocorre a união das empresas e a busca de objetivos comuns. Dado que duas ou mais empresas se tornarão uma única, isso pode significar a otimização de processos, reduzindo ou eliminando desperdícios e corrigindo gargalos.

 

Dessa forma, a empresa que surge desse processo pode iniciar com uma estrutura mais adequada e eficiente.

Além disso, a fusão pode facilitar o ganho de escala, reduzindo também os preços de insumos junto aos fornecedores. Como resultado, tem-se um bom negócio mais eficiente em termos de gestão custos.

 

Diversificação

 

As empresas geralmente possuem o seu core business, ou seja, uma determinada área que é sua especialidade. Por mais que uma empresa seja eficiente, focar em mais de um nicho pode ser um desafio.

 

A compra e venda de empresas proporciona que os negócios envolvidos foquem em mais de um setor ou em mais de uma atividade. Por exemplo: se a empresa X se desta na venda de carnes de frango congelada e a empresa Y se destaca pela venda de carne de porco, juntas elas terão significativa parte do mercado de congelados.

 

Nesse caso, quando a união em X e Y ocorre, o horizonte de ambas as empresas expande e pode produzir ganhos para ambos os negócios.

 

Aumento das receitas e melhoria dos resultados

 

A partir da união de duas ou mais empresas, os seus faturamentos também são unificados. Além disso, a sinergia gerada entre a união dos mesmos objetivos em uma operação única expõe a empresa a um público maior, com mais oportunidades de negócio e maior fortalecimento da sua marca.

 

Nesse caso, suas vendas tendem a se tornar maiores que as suas vendas separadas. Com um mercado maior, mais vendas e menores custos, significa que o negócio que surge de uma fusão ou de uma aquisição tende a ser maior e mais lucrativo.

 

Fusões e aquisições no primeiro semestre de 2019

 

O volume financeiro das fusões e aquisições no mercado brasileiro somou R$ 116 bilhões nos seis primeiros meses de 2019, caracterizando um crescimento de 4,8% em comparação ao mesmo período do ano anterior. De acordo com dados da Transactional Track Record (TTR), de janeiro a junho foram registradas 551 operações.

 

Nesse período, o setor mais ativo foi o de Tecnologia, em linha com a tendência que vem ocorrendo desde 2014. No ano, foram 136 operações, alta de 11% sobre o mesmo período do ano anterior. O crescimento dos investimentos no setor aconteceu mesmo com a diminuição de 7,7% nas aquisições estrangeiras nos segmentos de Tecnologia e Internet.

 

Por sua vez, o setor Financeiro e Seguros, com 61 transações, apresentou retração de 3%, enquanto Distribuição e Varejo caiu 5%, com 52 operações, mesmo número registrado no segmento Imobiliário, mas que vem na direção contrário, com crescimento de 21% no total de negócios anunciados.

 

Investimento estrangeiro

 

No âmbito das operações estrangeiras em empresas brasileiras, foram contabilizadas 126 fusões e aquisições no semestre, com um total agregado de R$ 60,2 bilhões em investimentos. Os Estados Unidos seguem como o país que mais realiza aportes no mercado brasileiro, apesar de uma queda de 25% no número de operações. As 47 operações envolvendo empresas norte-americanas comprando no mercado nacional somam, desde o início do ano, R$ 7,9 bilhões. Destas, 16 transações tiveram como alvo companhias do segmento de Tecnologia.

 

Na segunda colocação, em número de operações, aparecem os investimentos realizados por empresas canadenses, que totalizam mais de R$ 36,7 bilhões em 12 deals. As empresas de origem francesa fecharam 11 negócios no país, enquanto os japoneses anunciaram dez operações.

 

Fusões e aquisições brasileiras no exterior

 

Em linha inversa, as compras brasileiras no exterior também tiveram como alvo prioritário aquisições de empresas nos Estados Unidos – 25 transações que movimentaram aproximadamente R$ 4 bilhões. Outros destinos do investimento brasileiro foram, com três operações cada, Portugal, onde as aquisições somaram R$ 361 milhões, e a vizinha Argentina, com um total investido de R$ 91 milhões.

 

Transações em destaque

 

A venda de 90% da participação da Petrobras na Transportadora Associada de Gás (TAG) para o grupo formado pela francesa Engie e pelo fundo canadense de pensão Caisse de Dépôt et Placement du Québec (CDPQ) foi eleita pelo TTR como a transação de destaque no trimestre. O valuation da transação foi de R$ 33,5 bilhões.

 

A TAG é uma transportadora de gás natural brasileira, contando com infraestrutura de gasodutos com aproximadamente 4.500 km, que se estende por todo o litoral das Regiões Sudeste e Nordeste, tendo também um trecho ligando Urucu a Manaus, no estado do Amazonas. A malha conta ainda com 12 instalações de compressão de gás (6 próprias e 6 subcontratadas) e 91 pontos de entrega.

 

A Petrobras recebeu assessoria na operação do Banco Santander e do escritório jurídico Machado, Meyer, Sendacz e Opice Advogados. O Citi Bank foi o assessor financeiro escolhido pelas partes compradoras. As sociedades Jones Day, Schmidt, Valois, Miranda, Ferreira & Agel Advogados e BMA – Barbosa Müssnich Aragão foram, respectivamente, os consultores legais e de compliance da Engie. Tauil & Chequer Advogados Associado a Mayer Brown representou o fundo canadense CDPQ.

 

Antes de uma fusão ou aquisição, geralmente é realizado um estudo chamado valuation, que é a avaliação do valor de uma empresa. Conheça mais sobre esse processo.

 

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