Quando o país apresenta uma situação econômica desfavorável, como a que vivemos atualmente, as pequenas e médias empresas sentem muito os efeitos da crise. Sentem tanto que, muitas vezes, os empresários esquecem que há alternativas como cortar custos, renegociar dívidas e vender a empresa. Afinal, se as pessoas não ganham dinheiro, elas não compram, não viajam, não investem. Por isso, os empresários têm diversas preocupações quanto aos rumos do seu negócio em tempos de baixo crescimento econômico, inflação alta, aumento desenfreado de juros, desemprego e crise política.

A boa notícia é que toda crise tem sua data de validade: não importa o tamanho ou a intensidade, ela vai passar. A notícia melhor ainda é que são justamente esses tempos difíceis – e as preocupações que eles trazem – que proporcionam o amadurecimento dos empresários e de seus negócios, fazendo com que muitos saiam da crise mais fortes do que estavam. O clima parece desesperador, nós sabemos. Mas você vai ver que  sempre existe uma saída.

Preocupação 1: Não perder receita de vendas antes de vender a empresa

As empresas compram, mas as pessoas não consomem. E aí? Equilibrar as contas sem perder receita de vendas é uma das principais preocupações de quem ganha o pão através da venda de produtos e serviços. Afinal, quando a crise aponta no horizonte, todos apertam os cintos.

Nesse caso, o principal a se fazer é diminuir o estoque, em caso de produtos, enquanto tenta-se vender mais. Funciona assim: se você tem um bar que, em bons tempos, vende 100 refrigerantes por dia, mas que nos tempos de crise só vende 30, não adianta fazer um estoque pensando no alto consumo. Pode baixar seu estoque e tentar liquidá-lo, fazendo promoções sempre que der. Se o consumo estiver congelado, vale diminuir um pouco a margem de lucro afim de girar o estoque. Assim, aos poucos, as pessoas voltam a comprar mais – e aí você pode pensar em aumentar novamente suas compras e lidar com o preço normal.

Já para negócios que vendem serviços, a lógica é tentar manter a equipe completa, pois só a produção cada vez maior pode salvar uma empresa de afundar na crise. A equipe de vendas também deve estar alinhada com os problemas atuais dos consumidores e conseguir discursar de formas diferentes, argumentando da maneira certa para que as pessoas continuem querendo comprar. Vale lembrar que, mesmo na crise, o desejo de compra existe. E a sua equipe comercial precisa saber disso.

É muito importante controlar os custos internos. Diminuir gastos com energia elétrica, telefone e comemorações é uma boa em tempos de crise. Algumas empresas optam por permitir o home office alguns dias por semana. Isso diminui os gastos com energia, telefone e encargos de transporte.

Preocupação 2: Pagar empréstimos e financiamentos em dia

Seu negócio demandou empréstimos e financiamentos para ser aberto, mas agora, sem muito consumo, fica apertado pagar as prestações. Pagar as contas junto aos bancos e financiadores é uma outra preocupação dos empresários, mas tem uma boa saída: conversar com credores e renegociar suas próximas parcelas.

Entenda que os bancos também precisam receber – e são, inclusive, grandes interessados no sucesso do seu negócio. Afinal, de nada vale um negócio que não dá certo para recuperar o investimento. Não tenha medo de ligar para o seu gerente e tentar renegociar suas dívidas. Quanto antes o pedido for feito, maior a capacidade de negociação. Outra saída é abater as últimas parcelas sempre que sobrar algum dinheiro em caixa. Assim, os juros ficam bem menores.

Preocupação 3: Estar em dia com os impostos

Diz que o governo é o maior sócio das empresas brasileiras. A verdade é que, não importa o quanto o país esteja mal das pernas, o Estado não vai abrir mão de receber a parcela que lhe cabe. Está aí a grande preocupação dos empresários: honrar um compromisso que ninguém gostaria de ter feito, mas que foi obrigado a fazer.

Para minimizar essa preocupação, é importante é que os impostos sejam pagos sempre em dia – qualquer dia de atraso pode acarretar em juros e multas. Estando no vermelho ou zerada, a conta dos impostos deve ser paga tão logo entre um próximo recurso. E se os juros e as multas forem maiores do que o custo de um empréstimo bancário, vale pedir o empréstimo para quitar essa dívida.

Preocupação 4: Não enxergar uma saída possível para o negócio

Enquanto alguns empresários já entram no próprio negócio com uma boa quantia guardada para eventualidades, a maioria não tem como honrar as dívidas em tempos de consumo baixo. E essa vem a ser a grande ansiedade de todos: e se não der para pagar absolutamente nada?

É bom lembrar que uma empresa pode, sim, quebrar na crise. Acontece com muitos empresários. Todas as preocupações listadas acima podem ser formas de encontrar uma saída, ainda que tardia. Contudo, se o proprietário acha que realmente não vai dar conta de seguir com seus compromissos com o banco, o governo, os consumidores e a equipe, uma saída possível é vender a empresa, enquanto pode.

Pode parecer que não, mas mesmo com dívidas, muitas empresas têm o seu valor. O ponto comercial, a carteira de clientes, a marca, o estoque, os equipamentos e utensílios… Tangíveis ou intangíveis, todos os bens de uma empresa têm importância e podem ser vendidos, em conjunto ou separadamente. Por isso, vender a empresa é uma alternativa em tempos de crise. É melhor do que simplesmente fechá-la.

Empresas podem enfrentar crises de maneira positiva ou negativa, dependendo da administração. E vender a empresa é uma saída positiva e honrada. Você pode pegar a parte que te cabe nessa transação e começar um novo sonho.

Como dissemos, crises vem e vão. O importante é trabalhar para superá-las e sair ainda mais fortalecido.

Veja também: saiba como gerar valor ao vender a empresa.